O cansaço tingido de espanto

Já perdi a conta de quantas vezes postei esse trecho do Camus em todas as versões de blog que eu tive, mas ele nunca deixa de ser relevante ou atual. Aos poucos vamos deixando de viver para sobreviver; sobreviver num caos diário buscando sentido para as mecanidades da vida e aliviar a fadiga mental que […]

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E aí, escrevo o que?

Sempre que eu abro o blog pra tentar escrever algo, inevitavelmente me vem à mente um trecho do Guardador de Rebanhos, do Alberto Caeiro (que eu tenho quase certeza que já postei aqui): O que penso eu do Mundo? Sei lá o que penso do Mundo! Se eu adoecesse pensaria nisso. Que ideia tenho eu […]

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Ah as horas indecisas em que a minha vida parece de um outro…

Ah as horas indecisas em que a minha vida parece de um outro… As horas do crepúsculo no terraço dos cafés cosmopolitas! Na hora de olhos húmidos em que se acendem as luzes E o cansaço sabe vagamente a uma febre passada. s.d. Álvaro de Campos – Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. […]

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Carpe Diem, meus amigos

Se o caro leitor já ouviu falar de Dream Theater provavelmente já ouviu falar também que eles são “uma banda muito técnica que só músico gosta; não tem feeling nenhum e é chato de ouvir”. Bom, não deixa de ser meio verdade – um pouco exagerado, mas um pouco verdade. O DT, pra quem não […]

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Força, Chape. Muita força.

Eu não sei muito bem o que escrever – mas não consigo ficar sem fazê-lo. Estou acompanhando tudo o que posso desde hoje cedo, quando soube da terrível tragédia com o avião que transportava a Chapecoense. É dolorido. O impacto do ocorrido é tamanho que, confesso, sinto como se tivesse perdido alguém extremamente próximo a […]

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A Zumbilândia é aqui

Sempre lembro desse trecho do Camus, quando fico brisando sobre a minha vida corporativa (?) do dia-a-dia. Despertar é necessário, de fato. Ou é isso ou é deixar São Paulo vencer no seu plano de zumbificar pessoas. Abs Cenários desabarem é coisa que acontece. Acordar, bonde, quatro horas no escritório ou na fábrica, almoço, bonde, quatro […]

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Poema em linha reta 

A atualidade dos poemas do Álvaro de Campos chega a assustar…  Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, […]

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O Senhor e o andador

(Imagem: rodrigospilla.wordpress.com) Com um andador, subia minha rua, um pequeno senhor. Passos sofridos, difícieis e doloridos. No semblante, era visível sua frustração. A cada passo, um suspiro e uma olhada no horizonte – o que outrora era perto, hoje parecia inalcançável; e certamente, as estripulias de moleque, ocupavam sua mente Mas ele seguiu conquistando cada centímetro, […]

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