Eu não sou de escrever textos relativos ao meu trabalho – ou melhor, relativos ao meu meio de trabalho -, porque já deu muita merda no passado. De qualquer maneira, de alguns meses pra cá, venho observando algumas coisas, algumas tendências um tanto quanto preocupantes e gostaria de compartilhar com vocês. Afinal, possivelmente não é só no meu meio profissional que isso acontece…

Vamos lá.

Sabe aquele adolescente que, mesmo com 15 anos nas costas, ainda tinha a comidinha no prato, colherzinha de Biotônico Fontoura na boca, Trakinas na compra do mês e Passatempo de lanche da escola? Então, ele cresceu e hoje pode ser um gestor em alguma empresa. Tecnicamente, isso não é um problema, já que a adolescência é aquela fase obscura da sua vida e todos – teoricamente – amadurecemos um dia. O problema são os que não amadurecem…

O que acontece? Bom, eles continuam achando que é só ficar sentadinho-com-perninha-de-índio e esperar que as coisas vão acontecer da maneira que lhes melhor convém. E isso é uma grande porcaria.

Tenho reparado cada vez mais em profissionais de cargos importantes e com poder de decisão que fazem cagada em cima de cagada e o motivo pra esse Rio Amazonas de merda é sempre o mesmo: eles acham que alguém vai aparecer – sua vó profissional, por assim dizer – e vai resolver tudo por eles. São pessoas que prometem coisas, se comprometem a entregar projetos sem saber se vão poder fazê-lo e, ao perceber que não será possível, fazem bico, deitam no chão do supermercado e esperam a tal vó profissional se apiedar deles e arrumar um óleo de fígado de rícino pra resolver a bucha.

É surreal.

Eu não sou nenhum sociólogo, filósofo ou psicólogo, mas é preciso entender em que parte da formação dessa molecada (que não é mais molecada, ao menos, por fora) esses “valores” estão deixando de ser corretamente enfiados na cabeça deles.

E não culpem a internet, a Globo, a Nike, o McDonalds, o Assassin’s Creed…

É isso.

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