A gente passa a nossa vida procurando muita coisa. No fundo eu até acho que é normal; leva tempo pra que a gente sinta que, de certa forma, conseguimos encontrar boa parte das coisas que procurávamos.

E falo boa parte porque é virtualmente impossível encontrar tudo. E, mesmo que fosse possível, às vezes me pergunto se gostaríamos…

A vida acontece e, de certa maneira maluca, ganha forma e relevância no caos (ou em parte dele), quero dizer: mesmo que tudo fosse 100% encontrado, a gente, naturalmente, se colocaria a pensar que “possivelmente há algo errado por aqui” – porque é preciso haver o contra-peso (sabe Yin-Yang e tal? Então…)!

Agora, há coisas, as que nos completam como seres, que precisam ser achadas em algum lugar; elas são uma espécie de “peça faltante na engrenagem da nossa completude”. E, na minha opinião, essas coisas variam de uma pessoa pra outra; não há um padrão ou algo em comum a todos. Cada um tem, e busca, as suas.

Seguindo esta linha de análise, ou raciocínio, podemos, então, afirmar que o que gera uma parte do sofrimento (uso sofrimento por falta de uma palavra mais adequada) da vida é a busca por essas peças faltantes. Nós não temos noção, de fato, de como elas são, o formato que têm e onde elas estão para que possamos encontrá-las, buscamos e, obviamente, podemos cometer erros. Afinal, por mais frio e calculista que isso possa parecer, é um processo totalmente empírico e, como tal, baseado em tentativas e erros – e errar é ruim. Aí complica… afinal, à parte a metáfora das peças, em geral buscamos nossa completude nas relações humanas, sejam elas amorosas, de amizade e, claro, familiares.

Portanto, o que cabe a nós neste processo, penso eu, é entender que haverá, no caminho percorrido, buracos dentro dos quais possivelmente cairemos vez ou outra. Mas, cair no buraco, é aprender que, na próxma vez que você se deparar com um, você poderá desviar e seguir sua busca tranqüilamente.

Mais que isso: cabe a nós aprender que nada nessa vida é desperdício, tudo é aprendizado e crescimento.

É árduo e trabalhoso, mas, certamente, recompensador.

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