Alê Flávio

"À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"

A bifurcação

Yes, there are two paths you can go by
But in the long run
There’s still time to change the road you’re on

Chega uma hora na vida em que a gente precisa decidir entre fazer o que gosta e fazer o que precisa. Ambas as escolhas são válidas e, basicamente, dependem de como você enxerga a sua vida, o seu futuro.

O problema é que quando a gente chega nessa bifurcação a tendência é a gente travar, sobretudo quando percebe que não quer fazer o que precisa, mas sim, o que gosta, o que é apaixonado. Ok, esse é um tema delicado e muito “aberto”, mas tentarei expor o meu lado.

Esqueçam as pessoas que trabalham com o que gostam de verdade e são felizes (eu as invejo, de maneira boa, mas invejo!). O alvo do meu texto não são elas – são aquelas que, como eu, hoje têm uma carreira profissional consolidada em alguma área, mas, no fundo, a paixão reside em outras bandas.

O que fazer? Investir em cursos, pós e afins na chamada “área de atuação”, para ser diferente no mercado e sempre ser lembrado pelas empresas, por promoções e, consequentemente ter um salário sempre crescendo exponencialmente, ou investir na felicidade própria, correndo o “risco” de ter seu salário, de certa forma, estagnado (e sua “carreira” também)?

Ambos os caminhos são válidos e, basicamente, dependem, de novo, do que você julga ser importante pra sua vida. No fundo a escolha é entre estabilidade financeira e estabilidade emocional, penso eu.

Mas… há um equilíbrio possível, não há?

Claro que há. O problema é que hoje nós fazemos parte de uma sociedade que nos empurra em busca do sucesso e do “glamour” profissional; hoje, na minha modesta e humilde opinião, cada vez mais há pessoas que estão muito mais preocupadas com o cargo em seu crachá do que com a paz no seu coração. E há muito mais pessoas dispostas a “comer nossa mente ” (CÁRDENAS, Ulises) e nos convencer de que o certo é ser financeiramente bem-sucedido.

Eu sou um cara utópico. Eu sempre fui utópico. Por isso, talvez, volta-e-meia eu faça merda; e eu sempre estive nessa bifurcação, esperando o vento soprar me dando a dica pra onde eu devia seguir.

Cá estou eu novamente – e acho que, pela primeira vez, eu sei pra onde devo ir.

Abraços

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1 Comment

  1. “I went down to the crossroads, fell down on my knees.”
    JOHNSON, R.

    Com o tempo se aprende que há sempre um preço a pagar. E não há o preço certo ou a quantia justa. As bifurcações falam menos sobre decisões exteriores e mais sobre nós mesmos. Não decidimos o que fazer, mas decidimos com qual “eu” marcaremos um encontro no futuro. E seja lá qual for, vai ser sempre um “eu” com dívidas ou dúvidas. E é bom saber, enfim, para onde ir, porque significa que sabemos de qual “eu” cobrar, de qual “eu” duvidar e com qual “eu” se comprometer.

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