"À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"

Categoria: Reflexões (Page 15 of 17)

Ansiedade, parte 2

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A minha ansiedade é uma coisa tão filha da puta que eu fico ansioso até pra escrever um texto sobre ansiedade. Como vou abordar o tema, se uso exemplos, se não uso, se reclamo, se acho um ponto de vista positivo… tá louco.

Enfim.

Ser ansioso é uma porcaria, meu caro. Mas como tudo tem um lado bom, de uns tempos pra cá venho tentando canalizar a ansiedade de uma maneira mais produtiva (vide este post aqui, onde tento ter uma visão romântica da ansiedade), tipo reaproveitar água da chuva em tempos de raciona… ops, desculpa, restrição hídrica.

Vou te falar que não é fácil e que o caminho é longo, o que gera mais ansiedade (é tipo um ciclo sacana. Certeza que alguém fica rindo disso de alguma sala de controle da vida humana). A ansiedade, por mais que não pareça, é um treco sério que mexe muito com a gente. Quem é ansioso sabe a força que este sentimento tem para nos assustar e, às vezes, nos deixar travados de medo.

O que não podemos é nos deixar vencer, deixar-nos entregar e deixar essa ansiedade virar uma coisa mais séria, um medo insano de arriscar, um medo de movimentar-se e evoluir – temos que nos esforçar pra sempre nos mantermos no controle da parada.

 

O lance é tentar utilizar a tua ansiedade pra ir em busca das coisas, girar a roda da vida, sabe? É tipo ganhar um super-poder e usá-lo pro bem, ou algo do gênero. Pra mim, trabalhar a ansiedade não é querer se livrar dela porque, combinemos, quem nasce ansioso possivelmente vai passar o resto da vida sendo assim; pra mim, trabalhar a ansiedade é saber como utilizá-la, quando ignorá-la, quando respeitá-la…

Até escrever um texto meio desabafático no próprio blogue é uma forma de apertar o botão de descarregar um pouco essa ansiedade.

Sou ansioso pra diabo, porque tudo o que eu mais almejo na vida é ser cada vez mais feliz – e quem não fica ansioso por ser feliz? 🙂

Abs

 

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A sonhadora ansiedade de cada um

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Ser ansioso é viver num mundo muito peculiar; é viver dialogando com a eterna fantasia do que ainda não aconteceu e, talvez, nunca, de fato, aconteça. Ou, ainda, querer que o tempo possa ser dobrado ao seu bem entender e que as coisas se movimentem e caminhem quando você bem entende. É ser um pouco egoísta e prepotente, afinal, até o tempo você quer controlar…

É ser um pouco frágil, num certo sentido, também. É não querer aceitar que algumas coisas não podem ser controladas e que as coisas acontecem quando elas têm que acontecer e tudo o que você pode fazer é esperar. É se dar um pouco conta que o centro das coisas não é você – você é uma parte bem pequena dum quebra-cabeças bem grande.

O engraçado é que, em geral, quem é ansioso pras coisas da vida é, também, sonhador – e quem não gosta de sonhar? Parece que essas duas características andam bem juntinhas, ou seja: ao mesmo tempo que você gasta energia desesperado pelo que pode acontecer e/ou porque ainda não aconteceu, você também tem a capacidade de arquitetar aquilo que, pra você, é o mundo ideal que você quer habitar e ser feliz.

Claro que tudo que é exagerado pode ser mais doloroso do que prazeroso; sentir ansiedade demais ou sonhar demais pode nos desconectar além da conta da realidade, do palpável… um pouco que nem aquela cena do filme A Origem, em que a personagem da Marion Cotillard já não sabe mais se ela está sonhando ou se esta vivendo o real (spoiler neste link, se você não viu o filme).

Mas isso, amigos, é a minha modesta opinião, viu? Discordem à vontade, mas eu acredito, num certo sentido, que não se é possível sonhar sem ser ansioso.

E eu sou ansioso.

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