Alê Flávio

"À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"

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Uma após uma as ondas apressadas

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Uma após uma as ondas apressadas
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva espuma
No moreno das praias.
Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o espaço
Do ar entre as nuvens escassas.
Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.
Só uma vaga pena inconsequente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.

23-11-1918
Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994). – 78.

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Alma Não Tem Cor

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E não só cor.

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Abs


 

Alma não tem cor
Porque eu sou branco
Alma não tem cor
Porque eu sou negro
Branquinho, neguinho
Branco, negon
Alma não tem cor
Porque eu sou branco
Alma não tem cor
Porque eu sou jorge mautner
Percebam que a alma não tem cor
Ela é colorida
Ela é multicolor
Azul, amarelo, verde, verdinho, marrom
Cê conhece tudo, cê conhece o reggae
Cê conhece tudo né, cê só não se conhece

Karnak

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Essa noite ventou muito

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Essa noite ventou muito.
Vento que assobia melodias nas frestas da janela;
Que agita os galhos e rodopia as folhas,
Que derruba os lixos e assusta os gatos,
Que escolhe onde quer que caia a chuva,
Que se impõe sobre todas as coisas –
Que sopra a vida adiante.

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