Alê Flávio

"À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"

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50 tons de… nhé.

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Ontem fui ao cinema assistir ao 50 Tons de Cinza. Por que? Uai, porque eu tava curioso pra ver “o filme mais aguardado dos últimos tempos” e curioso pra saber o que de tão putanhesco tinha nesse filme que era capaz de fazer Calígula virar filme de sessão da tarde.

Falando sério, é fraco. Fraco porque, francamente, não existe história nenhuma acontecendo. Os personagens são incrivelmente superficiais levando em conta a densidade da história que se anunciou por tanto tempo. O filme parece não “decolar”, entende?

Aí vocês podem justificar que a história é, justamente, todo o lance do sexo, e de como ele determina o relacionamento e os conflitos da moça e do moço. Surpresa: não tem também. Há, no máximo, 3 cenas de sexo e em apenas 1 delas você vê gerar algum tipo de conflito emocional nas personagens. No restante, Emanuelle gourmet. Aliás, roubando a frase da Bru: “mesmo que a autora tenha preenchido 70% do livro com cenas de sexo incessantes, não tem como ficar melhor que isso”. E é bem por aí.

Falta liga, sabe? O ponto é que há filmes/livros muito menos pretensiosos que preenchem esse espaço que os 50 tons se diziam preencher.

Inclusive, roubo, também, os tweets da Bru sobre o filme. Pra mim melhor resumo não há:

Sei que vou ser xingado porque parece que estou criticando quem gosta da história, mas não é nem de longe isso. Gosto é pessoal e ponto. Se você gostou/gosta, ótimo! Tem mesmo é que ler, assistir e se entreter! Agora, as minhas impressões foram essas.

De novo: gosto é pessoal, o blog é meu e tem espaço pra comentários aí embaixo. Divirtam-se!

Abs

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A internet é uma grande selfie

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Crédito da imagem: Gabriel Faria

É comum dizer que estamos na era das selfies por conta do crescimento dessa, digamos, modalidade de fotografia.

Mas, se olharmos com um pouco mais de carinho, perceberemos que a internet por si só já é uma grande selfie há muito tempo. Desde que a internet deixou de ser um espaço onde só os grandes meios de comunicação habitavam e passou a ter uma porcentagem gigantesca de conteúdo gerado por usuários, ela começou essa transição para ser um, digamos, meio-selfie.

Vejam se concordam comigo:

  • Blog: um espaço na internet onde escrevemos nossos textos sobre o que quisermos, sem limitações e sem restrições. Uma selfie de nossos pensamentos.
  • YouTube, Vimeo, canais de vídeo em geral: publicamos vídeos tocando uma música, comentando um seriado, dando dicas sobre alguma coisa, ou ainda opinando sobre algum assunto da atualidade. Um video-selfie
  • Twitter e Facebook: quase um tempo-real da nossa vida. Um RT aqui, um Compartilhar ali; uma frase, um verso de poema, uma crítica a uma decisão política e por aí vai. Nossa maneira, hoje, mais comum de nos expressar para quem nos acompanha e quem mais quiser ler. Puramente selfie.

As fotos são só mais um meio de expressão própria entre todos esses outros, na minha modesta opinião.

E, pra mim, a internet é fantástica por causa disso: ela é formada por pessoas com as mais diversas opiniões e comportamentos e dispostas a compartilhar isso, seja pelo motivo que for. Pra mim, ela é um reflexo do que nós somos no dia-a-dia, amplificado algumas vezes.

Cabe a nós aprender a lidar com essa baita diversidade. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém e o debate é sempre saudável – mas às vezes acho que ainda não aprendemos os limites disso.

Enfim, uma pequena viagem. 🙂

Abs

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A música, sim a música…

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A música, sim a música…
Piano banal do outro andar.
A música em todo o caso, a música..
Aquilo que vem buscar o choro imanenre
De toda a criatura humana
Aquilo que vem torturar a calma
Com o desejo duma calma melhor…
A música… Um piano lá em cima
Com alguém que o toca mal.
Mas é música…

Ah quantas infâncias tive!
Quantas boas mágoas?,
A música…
Quantas mais boas mágoas!
Sempre a música…
O pobre piano tocado por quem não sabe tocar.
Mas apesar de tudo é música.

Ah, lá conseguiu uma música seguida —
Uma melodia racional —
Racional, meu Deus!
Como se alguma coisa fosse racional!
Que novas paisagens de um piano mal tocado?
A música!… A música…!

Álvaro de Campos, 19-7-1934

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