Meus olhos ardem
Minha cabeça dói
Tenho gripe.
Mas é a gripe do mundo
Congestionando meus sentidos;
Sinto meu coração pesado, constipado –
Fraco e acamado
Há antibiótico prum’alma febril?
"À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"
Sinto dor
Sinto amor
Sinto o sabor
Do nosso torpor
Sinto felicidade
Sinto necessidade
Sinto a realidade
Da nossa efemeridade
Sinto medo
Sinto culpa
Sinto a angústia
Das nossas dúvidas
Sinto calor
Sinto frio
Sinto o sono
No vazio da noite
Sinto muito, sinto tudo
Sinto ontem, sinto hoje
Eu sinto…
Sinto.
Procurando alguns documentos outro dia, achei um papel surrado com uns versos que escrevi há, pelo menos, uns 5 anos.
Não sou exatamente um poeta (nunca fui), mas gostaria de compartilhar com vocês.
É sempre interessante revisitar nosso raciocínio do passado e ver (ou tentar ver, rs) o que mudou e o que permanece igual na nossa visão de mundo.
Há que se conhecer e cultivar sua própria história, seu próprio passado.
Abraços.
© 2026 Alê Flávio
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